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segunda-feira, 20 de junho de 2011

Vai e volta

Pois é, doencinha vai e volta! 
O Xeloda não deu certo. Estava sentindo que as coisas não estavam tão bem, porque a gente tem intuição, não é? Isso não quer dizer que eu não estava confiante, eu estava. Mas eu estava achando esquisito, não estava sentindo firmeza, sabe? 
Apareceu outro nódulo no seio esquerdo, que pode não ser absolutamente nada. Tive, por 2 vezes, perda de visão, uma coisa estranha, mas pode não ser nada também. Mas ficou um barulhinho aqui dentro, um ruído, e daí o CA15-3 explodiu, inexplicavelmente. Os exames de imagens não mostram alterações significativas. Mostram uma aumento de atividade, mas não aumento dos tumores, ou tumores novos. Alguma coisa escondida? Ou o tumor se fortalecendo pra crescer? Não sabemos ainda.....
De volta pra quimioterapia, aquele tipo pela veia, que a gente já fica com medo até de pensar. Mas confesso que me deu um certo alívio. Dr. Fábio explicando: "imagina que o tumor está correndo a 80km/hora e o xeloda (ou a hormonioterapia) está a 40km/hora.....então vamos entrar com a quimioterapia pra alcançar o tumor e derrubá-lo." É isso aí, junto meus pedacinhos e sigo em frente, porque eu sou brasileira e não desisto nunca!

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Xeloda - Quimioterapia via oral

Quando fiquei sabendo que voltaria pra quimio, me deu um certo pânico momentâneo, vamos dizer assim. Logo comecei a questionar outras possibilidades que eu tinha visto no Dr. Google até me dar conta de que o que eu tinha era isso mesmo, pelo menos por enquanto. É que quimio assusta mesmo sabendo que vai fazer mal pra fazer bem no final das contas. A gente logo pensa no enjôo, na indisposição, na fadiga, no cabelo caindo, na mucosite, na cor "amarela pálida eu tô bem doente", na queda da imunidade.......enfim, em tudo que dói e machuca. Eu, pelo menos, me sentia frágil igual a um filhote de passarinho.
Mas o que veio foi quimioterapia via oral com o Xeloda: não cai o cabelo, não dá enjôo, nem fadiga. Pode dar mucosite, queda de imunidade e a tal síndrome mão-pé que pode causar dormência, formigamento, inchaço, dor, descamação e bolhas causando desde um desconforto até a impossibilidade de realizar atividades diárias e trabalhar. Bom, não tive nenhum efeito colateral!
Mas tive uma dor de cabeça fenomenal porque não é uma medicação coberta pelo convênio e é cara! Impossível pagar um tratamento desses por tempo indeterminado, pelo menos pra mim! Nem todo plano de saúde cobre quimioterapia via oral e, os que cobrem, normalmente não cobrem remédios importados.
Meu médico me encaminhou para um posto do SUS, o Maria Zélia na Rua Jequitinhonha número 360 no Belém. Lá é um dos lugares que se pode conseguir remédios de alto custo pelo SUS, claro que passando por uma burocracia e, ainda, somente se o pedido for aprovado pela Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo. Preenchemos todos os relatórios e juntamos toda a documentação pedida e, ainda assim, meu pedido foi negado! Fiquei completamente sem chão! Ver o meu pedido negado em um telegrama sem explicação ou justificativa me deixou completamente desolada, me senti completamente abandonada pelo Estado.
Há mais ou menos 1 ano atrás, minha cunhada que é advogada tinha me mandado um link de uma matéria sobre alguns casos ganhos na Justiça contra planos de saúde que se negam a cobrir o tratamento necessário para pacientes com câncer. Por coincidência, minha cunhada me reenviou a tal matéria. Resolvi ligar e marcar uma conversa. Fui muito bem atendida e saí de lá com a certeza que não teria mais nenhum tipo de problema em relação ao meu tratamento junto ao convênio. Mas o que eu teria que pagar pra ter a garantia desse tratamento, por mais que eu ache justo, seria difícil pagar, pelo menos naquele momento. Nada resolvido.
Saí de lá e passei no meu trabalho pra conversar um pouco com o meu chefe sobre o meu retorno. E são em momentos assim, sem qualquer expectativa, que a vida dá pra gente alguns presentes. Encontrei com o dono do restaurante aonde eu trabalho e, conversa vai conversa vem, contatos conectados, em pouquíssimos dias eu já tinha uma consulta marcada no SUS. Saí de lá com o Xeloda embaixo do braço...... minhas pílulas mágicas que, devagarinho, vão levando essa doença embora.